terça-feira, 2 de dezembro de 2008
...não posso dizer o contrário de nada. Há uma ruptura qualquer nestas cascas de vida, um intervalo no tempo e no espaço, entre um vagão e outro...uma imagem congelada entre as colunas dos teus templos. Eu me sinto absorvido por estas frestas que cruzam o meu corpo, como um feixe de luzes explodindo em cores nos meus quartos e quintos escuros. E é por forjar tais contornos insustentáveis para nossas janelas que me atiro nestes meus vazios...no vão que se abre entre um pensamento e outro...entre a respiração e a inspiração...Não pode haver coordenada para tal lugar, inexistente múltiplo, como o somatório de todas as não-decisões ao longo de uma vida inteira...
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