sexta-feira, 25 de julho de 2008

...e o tempo forja para mim todas as possíveis limitações do meu desejo...
Fracasso, ora por amar demais, ora por tornar-se turva a lâmpada do quarto quando o sol é nascente;
Como crisálida forma, irrompe da casca dos lencois e com tuas tenras asas rasga o céu que agora tomba azul sobre as persianas... sofro ao ter que conter o impulso infinito de dar-lhe o preço de mil demônios fitando o espaço de uma vida;
Não é necessário mesmo vê-la subir e torna-se tão grande quanto invisível...e até creio que falo assim por respeitar teus sonhos e por querer pincelá-los com flores de alecrim...
(parte resgatada de manuscritos anônimos encontrados nos escombros e baús do passado...parte poema reinventado e atualizado...)